BIM e Gestão da Informação

As 5 Etapas do Plano de Execução BIM

Da definição dos objetivos ao mapa de processos: a metodologia que estrutura o BEP.

Autor
Professor Fabio Costa
Publicado em
Atualizado em
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aproximadamente 13 minutos

Resumo

Comprar software não implanta BIM. A pergunta que abre um projeto bem planejado não é qual ferramenta será usada, e sim qual informação será produzida, por quem, em que ordem e para apoiar qual decisão. Antes de ser tecnologia, o BIM é um processo de gestão da informação, e todo processo precisa ser desenhado antes de ser executado.

Esta publicação percorre as cinco etapas que estruturam um Plano de Execução BIM, o BEP, de BIM Execution Plan, na sequência proposta pelo BIM Project Execution Planning Guide do Computer Integrated Construction Research Program, da Pennsylvania State University: definir os objetivos BIM, selecionar os usos do modelo, desenhar o processo, definir as trocas de informação e planejar a infraestrutura.

O centro do conteúdo está na terceira etapa. É no mapeamento de processos, do mapa geral aos mapas detalhados por disciplina, que o BEP deixa de ser uma declaração de intenções e passa a dizer quem faz o quê, em que sequência, com qual ponto de verificação e qual dado é gerado a cada passo. Na sequência vêm as regras de troca, a infraestrutura, os papéis e a aplicação no canteiro.

Este conteúdo é complementar à publicação Plano de Execução BIM (BEP), que apresenta o conceito, os cinco pilares e a função do documento. Lá está o que o BEP é e por que ele existe; aqui está como ele se constrói, etapa por etapa.

Palavras-chave

  • Plano de Execução BIM
  • BEP
  • Cinco etapas do BEP
  • Mapeamento de processos BIM
  • Mapa de processo
  • Usos BIM
  • Trocas de informação
  • LOD
  • CDE
  • Coordenador BIM
  • BIM 4D
  • BIM 5D
  • As-Built
  • Planejamento de obras
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BIM é processo, não apenas software

A implantação do BIM costuma começar pela compra da licença e terminar na frustração de descobrir que o modelo bonito não mudou a rotina da obra. O motivo é simples: BIM é um processo de gestão da informação, e um processo não se instala junto com um instalador.

Esse processo se apoia em três dimensões que precisam avançar juntas. Quando qualquer uma delas fica para trás, a informação deixa de ser confiável e o modelo volta a ser apenas uma representação tridimensional.

  • Pessoas Colaboração, capacitação e mudança cultural.
  • Processos Fluxos de trabalho mapeados e padronizados.
  • Tecnologia Softwares, hardware e infraestrutura.

Base confiável de informações. Na interseção das três dimensões, o modelo deixa de ser um entregável isolado e passa a funcionar como uma base contínua de dados para apoiar decisões.

Essa base atravessa o empreendimento inteiro. A informação nasce na concepção, amadurece no projeto, orienta a execução e é entregue para quem vai operar o edifício por décadas:

  1. Concepção Requisitos e restrições do empreendimento
  2. Projeto Modelagem, coordenação e compatibilização
  3. Obra Sequência construtiva, logística e controle
  4. Operação Manutenção e gestão do ativo construído
Pessoas, processos e tecnologia convergindo para uma base contínua de dados ao longo do ciclo de vida do empreendimento
FIG. 01 · Pessoas, processos e tecnologia sustentam a base de informações que atravessa concepção, projeto, obra e operação
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O erro comum e a resposta do BEP

Existe um caminho conhecido para desperdiçar um investimento em BIM: usar o modelo apenas como representação tridimensional visual. A maquete impressiona na reunião, mas não define regra nenhuma de trabalho.

O erro comum. Usar o BIM apenas como modelagem 3D visual. O resultado aparece depois, em custos extras, retrabalhos e atrasos causados por falta de alinhamento entre quem projeta, quem executa e quem decide.

A resposta a esse erro não é mais software: é um plano. O BEP transforma a tecnologia em um processo gerenciável, e o efeito prático aparece em quatro frentes.

  • Redução de retrabalhos

    Conflitos físicos entre disciplinas são antecipados no ambiente virtual, antes de virarem quebra de parede.

  • Comunicação clara

    Expectativas e escopo ficam alinhados entre todos os envolvidos, no mesmo documento e nos mesmos termos.

  • Apoio à decisão

    Dados precisos, extraídos do modelo, sustentam escolhas de projeto, de compra e de execução.

  • Integração total

    Projeto, obra e operação passam a compartilhar a mesma informação, sem recomeçar a cada fase.

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O documento mestre: quatro perguntas

O BEP é o documento mestre do projeto. Ele não descreve funcionalidades de software: ele responde, por escrito e antes do início dos trabalhos, quatro perguntas que definem a rotina de todos os envolvidos.

  • Objetivos

    Quais metas do projeto serão atendidas com o uso do BIM?

  • Responsabilidades

    Quem faz o quê, e quando cada entrega precisa estar pronta?

  • Colaboração

    Como a equipe vai trocar dados e se comunicar ao longo do projeto?

  • Informações

    Quais dados e entregáveis serão efetivamente produzidos?

O BEP define como o BIM será utilizado, transformando a tecnologia em um processo gerenciável.

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A metodologia: as cinco etapas

Existe uma sequência consagrada para construir um BEP, estruturada pelo BIM Project Execution Planning Guide, do Computer Integrated Construction Research Program da Pennsylvania State University. São cinco etapas encadeadas, e a ordem importa: cada uma só faz sentido depois da anterior.

  1. Objetivos BIM O valor esperado do investimento
  2. Usos do modelo Como atingir as metas definidas
  3. Processo BIM Mapeamento dos fluxos de trabalho
  4. Trocas de informação O que entregar, para quem e quando
  5. Infraestrutura Apoio técnico e gerencial para sustentar tudo

A lógica da sequência: não dá para escolher os usos do modelo sem saber os objetivos, nem desenhar processos sem saber quais usos serão adotados, nem dimensionar infraestrutura sem conhecer o processo que ela precisa sustentar.

Cinco módulos encadeados representando a sequência de construção do Plano de Execução BIM
FIG. 02 · As cinco etapas se encadeiam, e cada uma depende da decisão tomada na anterior
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Etapa 1: definir os objetivos BIM

A equipe precisa definir por que o BIM será usado antes de iniciar qualquer modelagem. Sem objetivo declarado, todo esforço de modelagem vira gosto pessoal e toda cobrança vira discussão.

Os objetivos funcionam como o painel de metas do empreendimento e costumam se organizar em cinco frentes:

  • Tempo

    Reduzir prazos de planejamento e de execução.

  • Custo

    Extrair quantitativos automáticos e precisos a partir do modelo.

  • Qualidade

    Melhorar a compatibilização entre disciplinas e mitigar erros de projeto.

  • Produtividade

    Otimizar a logística do canteiro e a pré-fabricação de componentes.

  • Operação

    Apoiar a manutenção e o Facility Management, a gestão do edifício em uso.

Um objetivo BIM útil é verificável. "Melhorar a qualidade" não orienta ninguém; "eliminar interferências entre estrutura e instalações antes da liberação de cada pavimento" orienta a modelagem, a coordenação e a cobrança.

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Etapa 2: selecionar os usos do modelo

Definidos os objetivos, a pergunta passa a ser prática: o que exatamente será feito com o modelo para alcançá-los? Cada resposta é um uso BIM, e os usos se distribuem pelas fases do empreendimento.

Fase 01

Planejamento e projeto

  • Autoria do modelo
  • Revisão de projeto
  • Coordenação 3D
  • Análises de engenharia
Fase 02

Construção, a obra

  • Planejamento 4D, a dimensão do tempo
  • Orçamento 5D, a dimensão do custo
  • Logística de canteiro
  • Fabricação digital
Fase 03

Operação

  • Modelo As-Built, como construído
  • Gestão de ativos e manutenção

O projeto não precisa ter todos os usos. Selecione apenas os que atendem aos objetivos definidos na Etapa 1. Adotar usos que ninguém pediu custa horas de modelagem que ninguém vai consumir.

Três grupos de usos do modelo distribuídos entre projeto, construção e operação
FIG. 03 · Os usos BIM se distribuem por projeto, construção e operação, e cada projeto seleciona apenas o que precisa
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Começar com o fim em mente

Esta é a regra de ouro do planejamento BIM, e ela contraria o hábito. Em vez de começar pelo que será modelado primeiro, a equipe começa pelo destino final da informação e volta no tempo até o contrato.

Sentido do raciocínio: do fim para o início

  1. Operação, o fim

    Quais dados o cliente final precisa gerenciar depois da entrega?

  2. Construção

    Como a obra vai usar esses dados para logística e execução?

  3. Projeto

    Como a engenharia deve modelar para gerar esses dados com precisão?

  4. Planejamento, o início

    Como devemos estruturar o contrato desde o primeiro dia?

Quem modela no início precisa saber como a informação será usada no futuro.

É esse raciocínio invertido que impede o desperdício mais silencioso do BIM: modelar com um nível de detalhe altíssimo aquilo que ninguém vai consultar, e deixar sem informação justamente o dado que a manutenção pediria cinco anos depois.

Fluxo em sentido inverso, partindo da operação do edifício e retornando até o planejamento contratual
FIG. 04 · O planejamento BIM parte do uso final da informação e retorna até a estruturação do contrato
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Etapa 3: desenhar o processo BIM

Esta é a etapa que separa um BEP vivo de um BEP decorativo. O plano utiliza mapas de processo para indicar como os usos BIM se conectam e como a informação flui entre eles.

Um mapa de processo responde quatro coisas ao mesmo tempo: o que é feito, quem faz, onde a qualidade é verificada e qual informação sai de cada passo. Veja a estrutura de um fluxo simples de coordenação:

Não Se as metas de qualidade não forem atingidas, o fluxo retorna ao desenvolvimento do modelo. O ciclo se repete até a aprovação.

  1. Atividade Desenvolvimento do modelo inicial Responsável: Equipe de Projeto
  2. Atividade Revisão de coordenação 3D Responsável: Coordenador BIM
  3. Decisão Verificação de qualidade As metas foram atingidas? Sim segue, não retorna
  4. Atividade Entrega do modelo final e dados Responsável: Coordenador BIM

Geração de dados: Modelo BIM em LOD 300, o nível de detalhamento com elementos coordenáveis, acompanhado dos relatórios de dados do projeto.

Todo mapa de processo se escreve com o mesmo pequeno vocabulário. Reconhecer os quatro símbolos basta para ler qualquer fluxo do BEP:

  • AtividadesO que é feito e quem faz.
  • Decisões, os gatewaysPontos de verificação de qualidade que liberam ou devolvem o trabalho.
  • Geração de dadosQuais modelos e informações são entregues em cada passo.
  • SequênciaA ordem cronológica em que tudo acontece.
Fluxo de coordenação BIM com atividades, ponto de verificação de qualidade e entrega de dados
FIG. 05 · O mapa de processo transforma intenção em sequência, com responsável e ponto de verificação em cada passo
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Mapa geral e mapas detalhados

O mapeamento acontece em dois níveis, e confundir um com o outro é a causa mais comum de mapas inúteis: ou ficam genéricos demais para orientar alguém, ou detalhados demais para caber em uma visão de conjunto.

Mapa Geral BIM Visão macro

Mostra a sequência global e a interação principal entre os usos BIM ao longo de todo o ciclo de vida. É o mapa que o cliente e a diretoria leem para entender a lógica do projeto.

  1. Modelagem Autoria por disciplina
  2. Coordenação 3D Modelo federado e conflitos
  3. Planejamento 4D Sequência construtiva no tempo

Mapas Detalhados Visão micro

Mostram o fluxo de trabalho interno de um uso BIM específico. É aqui que entram as raias por agente, contratante, coordenação, arquitetura, estrutura e instalações, os gateways de aprovação, os retornos por reprovação e os documentos gerados em cada ponto. O mapa detalhado define o passo a passo, os softwares e as tarefas diárias de cada disciplina.

Mapa detalhado de processo BIM em raias, com contratante, coordenação, arquitetura e estrutura, gateways de aprovação e retornos por reprovação ao longo das fases de concepção, anteprojeto e projeto executivo
FIG. 06 · Mapa detalhado de processo BIM, com as raias de cada agente, os pontos de decisão e os modelos federados gerados a cada fase Arraste o diagrama para o lado para percorrer o mapa Abrir o mapa em tamanho real (abre a imagem em nova aba)

O mapa detalhado é o documento mais consultado de um BEP em operação. É nele que a equipe descobre, sem reunião, de quem é a próxima tarefa e o que precisa estar pronto para que ela comece.

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Etapa 4: definir as trocas de informação

Com o processo desenhado, aparecem os pontos em que a informação muda de mãos. Cada um desses pontos é uma troca de informação, e o objetivo é sempre o mesmo: garantir que a pessoa certa receba o dado certo, na hora certa e no formato que ela consegue usar.

Uma troca mal definida é a origem do velho "recebi o arquivo, mas não consigo trabalhar com ele". Por isso cada troca prevista no BEP responde a seis perguntas:

Checklist de troca de informação

Autor
Quem produz a informação?
Receptor
Quem precisa dela para trabalhar?
Tempo
Quando deve ser entregue, em qual marco do projeto?
Formato
Qual software ou extensão, por exemplo IFC ou o formato nativo da ferramenta de autoria?
Nível de detalhe, o LOD
Quão profunda precisa ser a geometria e a base de dados associada?
Finalidade
Para que este dado será usado depois de recebido?

A última pergunta é a que economiza mais horas. Quando a finalidade está declarada, o autor sabe onde parar de detalhar, e o receptor sabe o que pode cobrar.

Pacote de informação estruturado sendo transferido de um autor para um receptor em camadas de dados
FIG. 07 · Cada troca prevista no BEP define autor, receptor, momento, formato, nível de detalhe e finalidade
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Etapa 5: planejar a infraestrutura BIM

A última etapa cuida da base física, tecnológica e gerencial necessária para sustentar tudo o que foi desenhado. Sem ela, o processo existe no papel e trava na prática, no computador que não abre o modelo federado ou na pasta compartilhada em que ninguém sabe qual é a versão válida.

Fluxo do projeto, sustentado pelo BEP Decisão · Dados · Processo

  • Tecnologia

    Softwares homologados e hardware com capacidade adequada ao porte dos modelos.

  • Ambiente Comum de Dados

    A plataforma, o CDE, que centraliza arquivos, versões e comunicação do projeto.

  • Padrões e contratos

    Nomenclaturas, diretrizes de modelagem, coordenadas compartilhadas e escopo contratual.

  • Colaboração

    Protocolos de qualidade, a detecção de conflitos, com frequência e pauta definidas para as reuniões BIM.

Entre os quatro, o pilar de padrões e contratos é o que mais costuma ser adiado, e o que mais cobra depois. Nomenclatura combinada e coordenadas compartilhadas resolvem, no primeiro dia, problemas que sem elas reaparecem em cada federação de modelos.

Quatro pilares sustentando o fluxo de informação de um projeto BIM
FIG. 08 · Tecnologia, ambiente comum de dados, padrões e colaboração sustentam o fluxo definido pelo BEP
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Responsabilidades no BEP

Um processo sem dono não acontece. O BEP nomeia os papéis, e o desenho é sempre o mesmo: uma coordenação no centro, conectada por trocas de dados a todos os demais agentes.

Papel central

Coordenador BIM

Orquestra o BEP, audita os modelos entregues e resolve os conflitos entre disciplinas. É quem mantém o plano vivo depois da assinatura.

  • Cliente e incorporador

    Define os requisitos iniciais e os usos desejados para o empreendimento.

  • Projetistas

    Autoram os modelos seguindo as regras de troca de informação acordadas.

  • Planejador e construtora

    Integram os modelos ao cronograma, o 4D, e aos custos, o 5D.

  • Fornecedores e operação

    Alimentam os dados finais, o As-Built, para a gestão predial do edifício em uso.

Coordenação BIM ao centro, conectada por trocas de dados a cliente, projetistas, construtora e operação
FIG. 09 · A coordenação BIM ocupa o centro das conexões de dados entre cliente, projeto, obra e operação
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Aplicação do BEP no planejamento de obras

Todo o esforço das cinco etapas se paga no canteiro. Quando o plano foi construído com o fim em mente, a obra recebe informação pronta para uso, e não arquivos para interpretar.

  • Simulação 4D

    Apoio visual ao cronograma e ao plano de ataque, com a sequência construtiva vista antes de acontecer.

  • Logística de canteiro

    Posicionamento virtual de gruas, acessos e estoques antes da primeira movimentação real.

  • Extração 5D

    Quantitativos precisos e rápidos para o setor de compras, extraídos do próprio modelo.

  • Compatibilização

    Execução sem surpresas, com furos e passagens de instalações resolvidos ainda no modelo.

  • Obra conectada

    Modelos acessíveis em tablets no canteiro, para que a equipe entenda o projeto onde ele é executado.

Canteiro de obras com cronograma 4D, logística de materiais, grua e consulta ao modelo em tablet
FIG. 10 · No canteiro, o BEP se traduz em sequência, logística, quantitativos e consulta ao modelo em campo
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Conclusão: a equação do sucesso BIM

O sucesso do BIM não depende apenas da compra de softwares. O BEP é o mapa que garante que a tecnologia gere produtividade real, informações confiáveis e integração ao longo de todo o ciclo de vida do empreendimento.

  • Softwares
  • Planejamento
  • Processos claros
  • Responsabilidades

Sucesso BIM

Revisitando o caminho, cada etapa responde a uma pergunta que a anterior deixou aberta:

Etapa 1
por que vamos usar o BIM neste projeto
Etapa 2
o que faremos com o modelo para chegar lá
Etapa 3
em que ordem, por quem e com qual verificação
Etapa 4
o que muda de mãos, quando e em qual formato
Etapa 5
o que precisamos para sustentar tudo isso

Nenhuma das cinco etapas exige uma ferramenta nova. Todas exigem uma decisão tomada antes do primeiro modelo.

Antes de abrir o software na próxima obra, percorra as cinco etapas e responda:

Quem faz o quê, quando, em qual formato e para qual decisão?

Fonte do conteúdo

Conteúdo desenvolvido pela FABIM a partir da apresentação "Plano de Execução BIM (BEP): como planejar a implementação do BIM em projetos e obras", de autoria do Professor Fabio Costa. A metodologia das cinco etapas segue a estrutura da referência abaixo.

  1. MESSNER, J.; ANUMBA, C.; DUBLER, C.; GOODMAN, S.; KASPRZAK, C.; KREIDER, R.; LEICHT, R.; SALUJA, C.; ZIKIC, N. BIM Project Execution Planning Guide, Version 3.0. Computer Integrated Construction Research Program, The Pennsylvania State University.

Observação Termos como LOD, CDE, As-Built e gateway são apresentados conforme o uso corrente de mercado. O fluxo de coordenação e o mapa de processo mostrados aqui são exemplos didáticos: a aplicação a projetos concretos deve considerar as condições contratuais, as disciplinas envolvidas e as necessidades de cada empreendimento.

Engº Fabio Costa, fundador da FABIM
Sobre o autor

Professor Fabio Costa

Fundador da FABIM, o Engº Fabio Costa é engenheiro com mais de 25 anos de experiência em Gestão de Projetos na Construção, Professor Universitário, Pesquisador e Especialista em BIM, apaixonado por compartilhar conhecimento e inspirar profissionais.

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